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Resenha - Opala


Livro: Opala #3
Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Valentina (2017)
Páginas: 412
ISBN: 978-85-5889-039-7
Pontuação: ★★★



Não sei por que, mas eu havia me esquecido completamente dessa série. Ano passado li o segundo volume e estava planejando ler em alguns meses o terceiro... Mas o ano virou e muitos meses depois me lembrei do livro, e só porque ele está na lista dos 25 livros para 2019 kkk.


As páginas são amareladas, a fonte é mais ou menos, e têm trinta e seis capítulos.

(páginas)

(capítulo)


Katy está tentando se adaptar ao fato de agora ser uma híbrida. Possui alguns poderes dos Lux graças às muitas curas que Deamon (agora, finalmente seu namorado real oficial) teve que fazer para salvar sua vida. Agora mais do que nunca ela e Deamon precisam ficar quietos, discretos, pois algo muito além do DOD (Departamento De Defesa) está atrás de Luxs e híbridos poderosos. Essa nova organização secreta é chamada de Daedalus é muito mais rigorosa e perigosa que o DOD, pois ao que tudo indica, eles mantém Luxs e híbridos presos para experimentos radicais. Isso foi exatamente o que aconteceu com Dawson.
O irmão gêmeo de Daemon e Dee, Dawson, estava desaparecido junto de sua namorada humana, ao que tudo indicava, eles estavam mortos. Mas a verdade foi revelada quando Dawson foi solto graças as tramóias malignas de Will. Quando Dawson volta, ele revela alguns acontecimentos que Daedalus fazia com ele, e Deamon e Kat descobre que podem ser levados também se não se mantiverem nas sombras. Mas as coisas não serão fáceis para se manter nas sombras, pois Dawson não irá parar até encontrar Beth (sua namorada) e tirá-la das garras do Daedalus, sendo assim Kat e Deamon precisaram ajudá-lo a invadir um local ultra-secreto.


O livro foi legal, mas assim como os anteriores ele não foi grande coisa, não foi tão interessante ou surpreendente. Acho que a autora pesa muito a mão no romance e isso faz as coisas ficarem melosas e eu odeio isso, o que salva aqui é que o mistério envolvendo toda a organização secreta acaba te prendendo, porque e visível que tem algo por trás disso, algo muito maior, sempre tem uma pergunta grande em cada livro que te faz pensar: o que vai acontecer? Porque estão fazendo isso? Qual o motivo disso tudo, qual a intenção? É uma pulga enorme atrás da orelha, pois até agora não temos as resposta, a autora vai nos dando migalhas. Nesse terceiro livro em especial teve muitos momentos em que percebemos umas perguntas no ar: “por quê? Pra que? Com que propósito?”. Só espero que todas as respostas sejam respondidas até o último volume.


Kat continua a mesma garota, a diferença é que ela já não é mais caseira e tranquila, sempre na dela... Resumindo: uma garota normal. Sua vida deu um giro enorme e por conta disso tudo agora é uma loucura na vida dela. Ela já não tem mais tempo para os livros e nem para o blog, coisas que ela amava, agora ela vive cheia de preocupações e com um olho nas costas só esperando algum Arum atacá-la ou a organização secreta. Sua relação com Dee nesse livro está muito delicada, pois a morte de um personagem no segundo livro atingiu muito a Dee, e querendo ou não Kat meio que está envolvida nisso.

Deamon é muito protetor. Tem momentos nesse livro que eu gostaria de dar socos nele. Felizmente Kat o põem em seu lugar, pois, apesar do romance carregado, Kat é bem pé no chão e sempre que Daemon tenta dar uma de machão tentado fazê-la ficar de fora em algo que ela precisa estar presente, ela dá um chega pra lá nele que eu chego a bater palmas para ela. Apesar desses momentos chato em que ele é super protetor, Deamon é um amor e um vicio. Meu personagem favorito até agora.



Dee está um pouco sumida desse livro já que ela e Kat não estão se dando bem e por tanto estão afastadas. Dee mudou bastante, a morte de um próximo abalou muito ela e a mudou bastante também, está bem irreconhecível e até um pouco assustadora com todo o fogo que ela ta soltando.

Blake está de volta. Sim, ele teve a coragem de voltar para trazer mais intrigas a esse drama kkk. Esse é um personagem confuso, às vezes ele é bom, outras vezes é mal, às vezes podemos confiar nele, outras vezes não... Tem hora que eu sei que não confio, mas ai ele (e a autora) me enganam direitinho e tanto os outros personagem quanto o próprio leitor fica indeciso sem saber se confia ou não.


O livro é legal, mas como já tinha dito não apresenta grande coisa, mas de certa forma me deixa curiosa para as respostas de todas as perguntas não respondidas. O final desse terceiro livro me deixou muito curiosa para o quarto e pretendo pegá-lo ainda esse ano, só não sei se será logo.
Estou curiosa e ansiosa para o final dessa série, pois quero terminá-la logo e também quero entender até onde a autora vai chegar ou se vai ter sido mais uma série de puro romance meloso, ou se terá algo muito maior nisso tudo.


Resenha - Vozes De Tchernóbil



Livro: Vozes De Tchernóbil
Autora: Svetlana Aleksiévitch
Editora: Companhia Das Letras (2016)
Páginas: 383
ISBN: 978-85-359-2708-5
Pontuação: ★★★★★


Eu não sabia se fazia ou não uma resenha sobre o livro. Não sei muito bem como expressar toda essa experiência de leitura, não sei descrever tudo o que li e o que me fez sentir, simples palavras como: horrorizada, furiosa, triste e pensativa, é pouco para descrever o tamanho de todos os sentimentos que tive durante a leitura e ao finalizar a leitura.
Mas eu vou tentar, e espero poder transmitir a vocês com clareza tudo o que eu pensei/penso sobre as vozes que tentaram calar, das vidas que foram obrigados a deixarem para trás.


As páginas são amareladas, a fonte é okay, e o livro é dividido em várias partes com diferentes temas ou áreas. No final temos o discurso da autora em cerimônia do prêmio Nobel da Literatura (que foi o discurso mais incrível que já li em toda a minha vida!).

(capítulo)

(páginas)


O livro é sobre cidadãos de vidas tão similares e ao mesmo tempo tão diferentes, mas no fim das contas todos estavam juntos numa tragédia que toda a humanidade experimentava pela primeira vez e que ninguém sabia o que estava acontecendo, como proceder ou sequer pra onde correr. Svetlana Aleksiévitch nos trás relatos, pesquisas e muito mais, de certa de 10 anos após o desastre, sobre sobreviventes da tragédia de Tchernóbil na fronteira entre a Ucrânia e a antiga Bielorrússia em 26 de Abril de 1986. Foi o maior desastre nuclear de todos os tempos. A proporção desse acontecimento até hoje é desconhecido, e através dos relatos é possível identificar que a população sofreu e ainda sofre muito, desde Stálin e a segunda guerra mundial (que era um meio que "recente" nas memórias de muitas pessoas em 1986) e também com o desastre nuclear que deixou sequelas em milhares de pessoas até hoje. O que aconteceu deixou varias vítimas, pessoas que sofrem até hoje com as consequências da explosão do reator.
A autora coletou/entrevistou diversos testemunhos ao longo de muitos anos sobre os sentimentos das pessoas. O livro é todo contado através das vozes das pessoas envolvidas e afetadas pela tragédia. A vida do antes, durante e depois de Tchernóbil.  Aqui temos uma união de vozes desesperadas, raivosas e devastadas de pessoas que sofreram não apenas com a radiação, mas com o antigo Governo Soviético que tentou abafar muito o caso na época e até mesmo hoje em dia, tanto é que não se sabe ao certo quantas pessoas foram afetadas, e na época o povo demorou a acreditar no quanto essa explosão iria afetar suas vidas. A forma como o governo tratou essas pessoas, como o governo solicitou a ajuda mentindo e enganando os “voluntários” e depois os dispensando, pois de acordo com o governo: eles se tornaram inválidos. Doses e mais doses de radiação enquanto eram “voluntários” e depois dispensados com migalhas (mereciam muito mais!), pois se tornavam inválidos. Na época o Governo Soviético era governado por Gorbatchov, que negligenciou todos os fatos e não informou a população para não causar alarde. Sendo assim, o mundo só ficou sabendo do que estava acontecendo após as chamas radiativas chegarem a boa parte da Europa. E isso porque, em época de guerra fria existia o jogo de poder entre EUA e URSS, e a URSS não poderia ser vista como um lugar em que coisas ruins pudessem acontecer.

“[…] A minha filha morreu por culpa de Tchernóbil. E ainda querem nos calar. Dizem que a ciência ainda não comprovou, não há banco de dados. É preciso esperar cem anos. Mas a minha vida humana… Ela é ainda mais curta. Eu não vou esperar. Anote. Anote ao menos que a minha filha se chamava Kátia. Katiúchenka. Morreu aos sete anos.”


O governo tentou tirar muitas pessoas de seus lares. Em alguns lugares (os mais próximos da usina) tiverem que sair mesmo, mas os de outros lugares, outras pessoas, se recusaram a sair da “zona de exclusão” próximo da Usina. Era toda uma vida ali, era a casa deles ali, para onde mais iriam? Svetlana nos apresentou relatos de moradores que escolheram ficar, de como é a vida deles lá, de como as pessoas do mundo todo até mesmo do próprio país os vêem. É intrigante até se parar para pensar... Alguns habitantes descreveram como às vezes são tratados, como quando um jornalista, por exemplo, vai até sua casa e você oferece um copo de água ou qualquer outra bebida e ele se recusa a beber, pois aquela água está contaminada. Tudo ali está contaminado, tudo é radiação ali. Mas se pararmos para pensar, ouvi esse exemplo no Resenhando Sonhos e achei legal citar aqui como uma forma de explicar melhor, por mais “frio/sem educação” que tenha sido a ação da pessoa ao recusar uma água, de certa forma (pro lado mais frio) ele estava se protegendo ali, porque aceitando ou não aquela água realmente estava contaminada.
A perda de muitas famílias, não apenas pelas pessoas próximas, mas pelas casas. Tchernóbil foi evacuada e até hoje é inabitável. A cidade fantasma; a cidade morta.

“Nós perdemos não a cidade, mas a nossa vida inteira.”


Uma das coisas que mais me comoveu foi o primeiro relato: o de um casal que estava lá, pertinho do local. Tinham acabado de se casas, estavam começando uma vida juntos, o marido era bombeiro e assim que ouviu a explosão foi ajudar sem saber o que era e do que se tratava (os bombeiros chamados para combater o incêndio não faziam a menor ideia da proporção do que estava havendo. Muitos morreram na hora, ou definharam por cerca de 14 dias até a morte). A esposa estava grávida e quando o marido ajudou por longas horas, ele foi levado para Moscou para ser tratado por conta das altas doses de radiação... Foi muito triste a história, muito agonizante e tocante. Já logo no inicio do livro eu fiquei sem reação, fiquei chocada e me sentindo mal, pois temos detalhes de muitas feridas graves. É um livro pesado de diversas formas: os sentimentos de todos os relatos, as perdas, a gravidade do acontecimento, o erro do governo e as escolhas que eles tomaram para proceder com tudo isso, etc.

“[...] Estão morrendo, e ninguém lhes perguntou de verdade sobre o que aconteceu. Sobre o que sofremos, o que vimos. As pessoas não querem ouvir falar da morte. Dos horrores… Mas eu falei do amor… De como eu amei[...]”


Eu acreditava que essa seria uma leitura muito arrastada. É o primeiro livro que leio do gênero, e esse tipo de livro não me chama a atenção, pois simplesmente não me prendem, não fazem meu tipo. Mas eu fiquei curiosa sobre Tchernóbil e quando vi o livro eu decidi me arriscar, pois eu queria entender melhor, saber mais, então a curiosidade falou mais alto. A leitura felizmente não foi arrastada em nenhum momento, o que foi uma surpresa para mim. Li em menos de uma semana, simplesmente devorei o livro. Eu não favoritei o livro, pois simplesmente não consegui... Não sei explicar, mas eu amei o livro. Eu fiquei animada em ler outras obras da autor, já até coloquei na lista alguns livros.
Fiz uma leitura conjunta com uma amiga, pois nós duas estávamos curiosas e em busca de informações, então decidimos fazer essa projeto pessoal de leitura conjunta para debatermos sobre nossas opiniões e sentimentos com relação à leitura.



Ainda não assistir a série, mas estou pra começar. Gostaria de estar postando essa resenha juntamente com a minha opinião sobre a série descrita aqui também, mas como é incerto exatamente quando irei assistir, não queria deixar essa resenha guardada por muito tempo.

"A culpa é da radiação ou de quem? Como ela é? Ela é branca? De que cor? Uns contam que não tem cor nem cheiro, outros contam que é negra. Como a terra! Se não tem cor, é como Deus: está em todo lugar, mas ninguém vê."


Resenha - Renascer



Livro: Renascer #3
Autora: Anna Carey
Editora: Galera Record (2018)
Páginas: 251
ISBN: 978-85-01-09277-9
Pontuação: ★★★




Estou penando pra fazer essa resenha, é muita preguiça pra poucas palavras kkk. Tenho uma pilha de quatro livros para resenhar para vocês, e não consigo encontrar forças para isso!
Levei mais tempo do que esperava para terminar esse livro, ele é super rapidinho, mas acabou se tornando bem lento.


As páginas são amareladas, a fonte é grande e têm trinta e dois capítulos. Essa capa é maravilhosa, e essa é a minha capa favorita.

(capítulo)

(páginas)


Depois dos últimos acontecimentos trágicos em Uma Vez, Eva está de luto e agora precisa ter mais cuidado que nunca, pois seu pai, o rei, não confia mais nela e, além disso, ela está grávida. 
Eva não desistiu de ajudar os rebeldes e ir contra seu pai. As coisas então ficando cada vez piores, os rebeldes estão sendo pegos, e aqueles que ainda lutam podem estar prestes a cair em uma armadilha. Eva tem planos para eliminar seu pai, mas ela irá perceber que as coisas não serão simples, e na situação em que está não poderá contar com muitas ajudas. Mas ela terá uma chance de fugir, e dessa vez ela não cometerá o erro de deixar aqueles que ama para trás.


Assim como o primeiro e o segundo livro, esse terceiro é super rapidinho de ler por vários motivos: o achei muito rápido, do tipo que evita entrar em detalhes em praticamente tudo, principalmente nas cenas mais importantes. As coisas passam como um borrão, nada é super descrito. As cenas de ação, as cenas sobre a política e as tramas em gerais, tudo acontece em questão de três páginas e às vezes até menos que isso, e literalmente é como se tudo terminasse em um piscar de olhos mesmo... É como se a autora estivesse com muita preguiça de entrar em detalhes ou prolongar o que devia ser prolongado. Tudo foi muito pouco trabalha, foi algo muito superficial e pouco aprofundado.



Também foi rápido de ler por ter páginas curtas e fontes grandes, e como toda a trama foi curta (em questão de elemento/história) isso fez com que a leitura fosse bem rápida.
Infelizmente eu demorei mais do que gostaria para ler esse livro. Foi mais pelo fato de ele ser meio chatinho, não tanto, porém não foi um livro que me agradou. A trilogia em geral não me agradou. Apesar de que, até que esse último livro foi bem mais maduro que os outros dois.



Eva está mais deprê, porém não é pra menos, né. Também está mais disposta a correr riscos só que dessa vez ela sabe o que acontece, o que esperar e sabe como enfrentar, pois no primeiro volume ela estava no escuro e por conta disso, fez muito burrada. Agora ela age como uma verdadeira rebelde esperta kkk. Tenho que admitir que em certos momentos admirei a Eva, a mudança dela nesse livro foi bem grande e isso a tornou uma pessoa mais centrada e determinada, mais confiante e determinada a muitas coisas que antes ela morria de medo e pensava milhões de vezes antes de agir. Aqui agora temos uma pessoa forte e que se arrisca para um bem maior.


Não temos muito a participação de outros personagens, porém revemos personagens que encontramos no primeiro e segundo volume. A ausência de Caleb é bem triste, mas tenho que confessar que não senti total a falta dele. E por conta de ele estar ausente, o livro felizmente não teve romance como os outros dois anteriores. O livro foi focado na política e na fuga, porém tudo foi pouco trabalhado e explorado.


O final me deixou intrigada, mas como é o último volume, não haverá um próximo para explicar ou mesmo mostrar esse final que ficou meio aberto. Porém estou feliz e até satisfeita por ser o último volume, mesmo com esse final, não sinto tamanha curiosidade para completar esse final aberto.
A trilogia em geral não me agradou, foi muito chata, muito sem sal, sem muito conteúdo, e todo o conteúdo que tem mal foi trabalhado. Tudo foi muito superficial, o que foi uma grande pena, pois a proposta da autora era realmente boa. Ela só não soube trabalhar muito bem com o que tinha.



Resenha - Tomando As Rédeas


Livro: Tomando As Rédeas #1
Autora: Jessica Burkhart
Editora: Fundamento (2014)
Páginas: 177
ISBN: 978-85-395-0441-1
Pontuação: ★★★




Eu encontrei esse livro por acaso. Ele não faz meu tipo, porém de certa forma a sinopse me chamou muita atenção. Pensei que seria aquele tipo de livro leve de aquecer o coração, uma raridade pra mim. Mas não foi bem assim. Não foi um livro ruim, porém também não foi aquilo que estava esperando.


As páginas são amareladas, a fonte é grande, têm trinta e quatro capítulos curtos.

(páginas)

(capítulo)


Sasha Silver é uma garota de doze anos que ama cavalgar, amo praticar hipismo e tem um cavalo chamado Charm. Sasha acaba de entrar para o internato Canterwood Crest que possui um nível elevado. Uma escola que também oferece curso/competições para amazonas. Sasha precisa alcançar altos níveis em tudo quanto é tipo de matéria, incluindo o Hipismo, para poder participar de competições e futuras Olimpíadas.
As coisas não serão fáceis, não apenas porque a escola é puxada, mas porque existem certas competidoras que não aceitam perder ou ficar para trás, já que não a vagas para todos, algumas pessoas terão que ficar de fora. E ficar de fora não é uma opção para Heather, uma das competidoras de Canterwood Crest.
Sasha terá que enfrentar não apenas sua inimiga, mas a nova vida em uma escola difícil, além de fazer novos amigos.


O livro foi legalsinho, foi interessante... Mas não é grande coisa. Ele é muito simples, muito básico, muito normal além da conta kkkk. É um infanto-juvenil bem basiquinho, bem bobinho, porém legalsinho. Não foi de aquecer o coração, nem foi grande coisa, tem poucas páginas e capítulos curtos então foi uma leitura muito rápida. Li em dois dias.


Apesar do sentimento “tanto faz” com esse livro, eu de certa forma gostei. O que me surpreendeu foi a idade da protagonista, a Sasha, pois ela parece ter quinze anos e não doze. Eu não sou muito fã de livros com crianças protagonistas, então mesmo quando eu achava que ela tinha quinze anos, ainda estava meio temerosa que esse fator atrapalhasse a história, pois normalmente com essa faixa etária o livro costuma ser chato por ter uma protagonista infantil, ou seja, atos infantis, escolhas infantis, maneira de vê o agir de forma infantil, etc. Mas não foi exatamente assim. Apesar de em certos momentos Sasha ser realmente infantil de acordo com sua idade, em grande parte ela é, na verdade, muito madura.


Heather é aquele clichê de personagem metida e que sabota a concorrente, faz de tudo para ganhar não importa o custo. É um pé no saco, porém também tem aquele outro lado clichê em que no fundo ela é boazinha, ou tem um lado bom... Tanto faz. Já estou até prevendo, mais pra frente na série ela vai virar boazinha e ficar super amiga de Sasha.

Eu não sei bem o que dizer de Callie, não consegui formar uma opinião completa sobre ela. Eu desconfiei um pouco dela no inicio, mas depois ela se provou legal... Só que ela não ofereceu muito nesse livro, não sei nada sobre essa personagem, ela só apareceu e seguiu ali... É como uma pintura que não tem uma explicação.


Uma coisa que me deixou chateada é o fato de que a autora ignorou muito os personagens secundários, alguns mal apareciam, outros apareciam só de vez enquanto. O foco ficou todo em Sasha (claro, ela é a protagonista), Heather e Callie. Outros personagens que pareciam bem interessantes não tiveram muita presença, o que foi uma pena, pois eu fiquei curiosa para saber sobre esses personagens pouco explorados, por exemplo, temos a Paige, que parece ser uma garota muito legal, porém ela aparece tão pouquinho.


O romancesinho do livro felizmente é pouco trabalhado, porque se fosse o foco eu teria me matado. Mas acho que vou encontrar bastante do romance que não encontrei nesse livro, no segundo volume. Eu não estou ansiosa para o segundo volume, não vai ser um livro que eu vá ler muito em breve. Tem o fato também de a editora parece ter abandonado a série, pois essa é uma série enorme, acho que tem uns doze livros se não mais, e desde 2015 que a editora não publica mais nenhuma continuação, eles pararam no quarto livro. Eu já enviei uma mensagem perguntando se pretendem continuar publicando, mas eles nunca me responderam, pelo menos não ainda. 

Resenha - Perfeitas



Livro: Perfeitas #3
Autora: Sara Shepard
Editora: Rocco (2011)
Páginas: 303
ISBN: 978-85-7980-062-7
Pontuação: ★★★★



Eu já estava quase me esquecendo da série Prety Little Liars. Li o segundo livro ano passado, e a minha intenção era ler um livro da série por mês, mas acabou que tantas outras leituras entraram na frente que acabei até esquecendo da existência dessa série por alguns meses kkkk. Como é uma série bem grandinha eu queria ler um livre dessa série por mês, para poder agilizar e não ficar tempo demais presa nessa série, mesmo que ela seja legalsinha.


As páginas são brancas, a fonte é pequena, têm trinta e sete capítulos com um extra narrado por A no final. É narrado por Spencer, Hanna, Aria e Emily.
A resenha terá spoilers dos livros anteriores: Maldosas e Impecáveis.

(capítulo)

(páginas)


As meninas acharam que com Toby morto, A também se fora. Talvez agora elas poderiam seguir coma vida. Só que não é bem assim. Ainda não se sabe quem matou Alison e a enterrou em seu próprio quintal, sem falar que A voltou. Pelo visto A não era Toby.
Spencer precisa lidar com a mentira, a farsa que acabou se metendo ao roubar o trabalho de escola da irmã, e por conta disso as coisas estão saindo de controle. Ainda tem o fato do seu passado com Ian, antigo namorado de sua irmã Melissa, que parece estar de volta. Além disso, Spencer está tendo visões, na verdade lembranças da última noite com Alison, lembranças que a mente dela apagou, escondeu. E agora ela parece ser uma suspeita. Por quanto tempo ela conseguirá manter todos esses segredos? Obviamente A não irá deixar as coisas fáceis para a Spencer.
Aria saiu de casa, pois sua relação com a mãe está pior do que antes. Ela está tentando seguir seu relacionamento com Sean, mas as coisas estão confusas, pois ela ainda tem sentimentos pelo seu professor, Ezra Fitz. Mas as coisas podem ir muito mal se ela continuar seguindo o caminho que está seguindo.
Hanna está em um inferno. Sua melhor amiga, Mona, está brigada com ela e não quer mais saber de Hanna. E sendo quem é, Mona espalha boatos horríveis sobre Hanna fazendo-a reviver uma época escura para ela. Hanna está tentando reconquistar sua amizade com Mona, mas as coisas estão saindo do controle e ficando cada vez pior, e muitas coisas é graças a A que não está facilitando nada para Hanna.
Emily está na pior. Seu segredo foi revelado e agora todos sabem que é lésbica. Seu maior pesadelo se tornou realidade, seus pais a odeia, sentem nojo e procuram ajuda médica para Emily, crentes de que o que ela tem é uma doença. Sua vida em casa não está fácil, e para tentar amenizar, ela aceita participar da reabilitação para pessoas com “problemas” (pessoas gays), a Tree Tops. Mas as coisas não serão simples, graças a A.


Mais uma vez o livro me surpreendeu. Não pela história em si, mas por ser um livro muito gostosinho de ler e rápido. Foi assim desde o primeiro livro. Apesar de não amar e super adorar, ainda sim a história é muito legal e super rápida de ler. De certa forma tudo é um mistério, mesmo já tendo visto a série de TV. Na verdade é justamente por isso que o livro é legal, porque apesar da série, muita coisa no livro é diferente e isso acaba trazendo novidades ao livro, coisas que não vimos na série de TV e por tanto é um mistério no livro, é uma novidade.


Cada capítulo é narrado por uma das meninas, e assim como nos outros livros, praticamente durante todo o livro elas estão separadas. Não são unidas ou vivem se encontrando como na série de TV. Nesse caso acompanhamos as histórias pessoais de cada uma.
Aria é a rebelde dentre as garotas, porém nesse livro ela faz apenas uma artimanha, de resto é apenas ela solitária e tentando dar espaço para a mãe, porém triste pelo fato de ter tido que sair de casa.
Hanna está sofrendo bullying por causa de Mona. Ela está revivendo o passado por causa disso e se preocupando demais com o peso novamente. Mas talvez as coisas melhorem logo, pois Hanna está a um passo de descobrir quem é A...
Spencer está cada vez mais confusa e em pânico. Ultimamente ela vem tendo visões, flashbacks, da noite em que Alison desapareceu. Esses flashbacks podem ser a resposta que leva até o assassino de Alison. Além disso, Spencer está tentando minimizar a bomba que foi ao ser indicada a um prêmio muito importante sobre o trabalho que ela fez. O trabalho que ela roubou de Melissa.
Emily está tentando minimizar a bomba que A jogou sobre sua vida. Ela agora está sendo sufocada sem saber o que fazer e como se sentir. Ela deve lutar pelo que quer, ou fazer a vontade de seus pais preconceituosos só para as coisas voltarem ao normal?


A leitura foi bem rápida, foi bem gostosinha. Cada momento que A agia me deixava animada, pois significava mais mistério, mais problemas, o que acabava não tornando o livro um tédio.
O livro tem um mistério muito legal envolvendo os flashbacks de Spencer e a confusão com o trabalho e o prêmio que ela está envolvida, tentando fazer de tudo para que não descubram, porém as coisas acabam se enrolando cada vez mais o que deixava a leitura cada vez melhor. Além disso, o caso de Emily também está bem interessante nesse livro, normalmente ela é a personagem que menos tem algum assunto nos livros, mas nesse é diferente. Eu fiquei mega enjoada e horrorizada quando os pais de Emily decidem agir de forma tão... Eu não tenho nem palavras para descrever.


Hanna e Aria, principalmente Aria, tem as histórias nesse livro menos convidativas, foram as que mais me deixavam com tédio ou minha leitura acabava ficando arrastada quando elas narravam. Eu esperava mais drama, algum acontecimento forte com elas ou que me prendesse como foi com Spencer e Emily. Mas esse é apenas o terceiro livro, com certeza tem muito mais por vir para todas as garotas com essa série gigante. Além disso, o final desse livro me deixou arrancando os cabelos para pegar o quarto volume. Talvez eu o pegue mês que vem.



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