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Resenha - Escolhida Ao Anoitecer


Livro: Escolhida Ao Anoitecer #5
Autora: C. C. Hunter
Editora: Editora Jangada
Páginas: 408
ISBN: 978-85-64850-54-5
Pontuação: ★★★



O último livro dessa série super legal. O único livro dessa série que favoritei e amei demais foi o primeiro, o resto da série inteira só levou quatro estrelas, tirando esse e o primeiro. Não foram leituras ruins, esse último livro também não foi ruim, mas não vou negar que sinto falta da ação nesses livros.


As páginas são amareladas, a fonte é pequena e têm Quarenta e Quatro capítulos. Nem preciso avisar que vai ter Spoilers dos outros livros.

(páginas)

(capítulo)

Kylie Galen está arrasada depois da traição de seu namorado lobisomem, Lucas. Ou melhor, ex-namorado agora. Mas ao menos esse acontecimento serviu para que Kylie vá morar com seu verdadeiro avô por parte de pai, que terá as resposta que ela tanto queria. O que ela é? Um Camaleão. Uma espécie de sobrenatural que possui um pouco da parte de cada sobrenatural: Vampiro, Lobisomem, Bruxa, Fae e Metamorfo. Kylie precisa entender a sua origem, aprender sobre sua espécie que é tão difícil de encontrar por viverem escondidos e com medos. Precisa aprender a controlar seus poderes que também não envolve apenas os de outras espécies, mas também a sua própria com seus próprios poderes.
Mas como se isso tudo não bastasse, Kylie precisa lidar com o mais novo espírito que está pedindo-lhe uma ajuda impossível: matar alguém. Mas quem? E por quê? Teria relação com a Kylie? Isso é só mais um problema para acrescentar a sua enorme lista. Mario, o Camaleão maligno, continua atrás dela e Kylie precisa continuar em segurança agora que sabe o que ele realmente é e o que ele quer.  


Um livro grande com 408 páginas onde nada de grandioso acontece. É triste e chato sim! Porém a autora escreve tão bem que, por mais que seja um livro onde não tem grandes acontecimentos, o livro te prende de certa forma, não foi um livro grande coisa, mas até que foi envolvente. Como em todas as resenhas dos outros livros, irei dizer novamente: esse livro não tem ação, o foco é todo nos problemas não tão relevantes e nem tão grandiosos assim de Kylie. Não vou negar que são problemas que precisam ser levados a sérios, porém a autora foi dramática demais em todos os livros, mas em especial este, pois o tamanho da importância que ela coloca nos problemas de Kylie vira uma coisa exagerada, tão exagerada que eu fiquei: “Moça, abaixa a bola! Ta ficando ridículo já.”. Sabe aqueles problemas grandes que temos, bom a autora faz parecer que os problemas grades de Kylie são algo maior que grande, algo infinito, vamos colocar assim. A autora coloca tanto drama nos problemas grande e nem tão grandes assim de Kylie que a coisa parece algo extremo, algo... Não sei nem como dizer exatamente. Em fim, foi dramático demais.


Outra coisa que veio me incomodando desde os outros livros, porém também em especial este, a questão de Kylie ser o centro de tudo. Parece que nem existem outros personagens. Tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo mesmo gira em torno de Kylie. Tudo bem, ela é a protagonista, ela precisa ser o foco do livro, claro. Porém a autora exagerou tanto, mais tanto, tanto na atenção que Kylie ganha que fica algo bobo e ridículo e desnecessário, e novamente dramático. Os personagens são tão pouco trabalhados, e todos estão ali só pela Kylie, tipo eles não tem nenhuma outra função, nenhuma outra vida se não Kylie. Em determinados momentos do livro Kylie fica pensando na sua lista exagerada e acumulada de problemas, e no meio do seu pensamento ela lembra que tem amigos e fica (Ex): “Ah, é verdade Della foi esfaqueada preciso saber como ela está.” Tipo ela se esquece que tem pessoas também passando por problemas e só fica pensando nela, e mais tarde lembra-se de que sua melhor amiga tava com problemas, ou tava triste, ou qualquer outra coisa.


Muitas pessoas vão pensar: “ah, mas se ela está cheia de problemas é normal que se esqueças de certas coisas pela cabeça esta tão cheia de preocupações.” Okay, mas esse é o ponto. A autora deu um foco tão extremo na protagonista (a autora criou tantos problemas, muitos nem tão grandes assim como Kylie faz parecer que são) que é como se os outros personagens não existissem, e quando eles aparecem é só com relação à Kylie e nada mais (é muito, muito raro eles aparecerem se o motivo não estiver envolvendo Kylie): tal pessoa será à sombra de Kylie (tipo guarda costa), tal pessoa precisa ajudar Kylie, tal pessoa quer conversar com Kylie, tal pessoa vai pagar com sangue para passar o dia com Kylie (isso aconteceu muito no livro), tal pessoa precisa pesquisar tal coisa para Kylie, tal pessoa precisa levar Kylie a tal lugar, tal pessoa precisa confortar Kylie, tal pessoa precisa salvar Kylie, tal pessoa precisa treinar Kyie. Kylie, Kylie, Kylie, Kylie, Kylie, Kylie....!!!!! Esses personagens parecem que não tem vida. Aliás, quando a autora, nas raras ocasiões, toca no assunto de vida fora do acampamento Shadow Falls dos outros personagens é algo tão vago e mal explicado que você não tem a chance de conhecer melhor esses personagens.


Kylie ficou cinco livros inteiros cheia de problemas fazendo uma tempestade em copo d’água. Como eu disse alguns desses problemas são algo sério sim, mas o tamanho da tempestade, não... O tamanho do apocalipse que ela cria em cima desses problemas torna algo dramático e fica chato, forçado. A autora resolve da um fim nesses problemas de uma maneira tão rápida que no final eu fiquei: “okay! Esse drama todo durante cinco livros para ela resolver em um estalar de dedos de uma maneira tão fácil ainda por cima...!!! Okay!” 



Não tenho muito para falar dos outros personagens. O vacilo do Lucas foi realmente triste e ele mereceu o gelo que Kylie deu nele por mais que eu o adore. Não existe explicação, desculpa pelo o que ele fez. Ele explica, mas em minha opinião isso não justifica... Se não tinha outro jeito então ou ele saia da alcateia ou terminava com Kylie. O plano que ele decidiu seguir prejudicou seu relacionamento e foi por conta da estupidez e indecisão dele.


Derek não aparece tanto nesse livro como nos outros, já ficou bem claro desde o quarto livro, na verdade desde o terceiro, que Kylie amava Lucas e o que ela sentia antes por Derek simplesmente deixou de existir, felizmente ela se da conta disso antes de criar mais drama ou enrolar mais com isso.

Della e Miranda continuam as mesmas maravilhas de todos os livros (apesar de Miranda ter aparecido um pouco menos nesse livro), continuam sendo minhas personagens preferidas e hilárias. Mal posso esperar para ler a trilogia de Della, espero eu que a autora nos traga mais sobre a vida de Della e suas missões, sem falar em seu relacionamento doido com Steve, e claro, espero que a autora tenha mantido Kylie longe desses livros ou então ela vai roubar todo o holofote de Della e fazer mais drama.


Assim como em todos os outros livros a parte da “ação” (se é que se pode chamar assim!) é nas últimas páginas do livro, e como sempre acontece: são cinco páginas e acabou... Sim, só cinco páginas de “ação” e acabou. E acreditem nada grandioso ou algo que te faça dizer “UOU!” acontece nessas cinco páginas. É coisa rápida e simples e, ouso dizer, boba.

Apesar de todo drama e a falta de ação eu amo essa série, é como eu disso no inicio, a autora escreve muito bem e por mais que ela crie esse drama todo, a história te prende de certa forma, porque você acaba querendo saber o que vai acontecer depois.



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