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Resenha - Reino De Cinzas



Livro: Reino De Cinzas #7
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera
Páginas: 931
ISBN: 978-85-01-11630-7
Pontuação: ★★★★★ 



Comprei o livro em pré-venda e assim que ele chegou, eu logo o peguei e o devorei! Gente... Esse abril ta sendo chocante e cheio de finais. É GOT, é os Vingadores e agora mais um final: Trono De Vidro.
São mais ou menos cinco anos acompanhando essa série. Não a acompanhei desde o primeiro livro, comecei a acompanhar a partir do terceiro volume (Herdeira Do Fogo), eu acho... Não tenho certeza. Eu ainda não superei esse final, não aceitei que é o fim, ainda estou muito triste e muito feliz ao mesmo tempo.

Na fixa técnica coloquei como sétimo livro, pois pra mim ele realmente é o sétimo já que é necessário ter lido Torre Do Alvorecer para entendermos algumas coisas nesse último volume. Então nesse caso Torre Do Alvorecer é o sexto volume.
Só quero deixar claro que não haverá spoilers desse livro, mas haverá spoiler dos livros anteriores. Então se preparem, sentem-se, peguem petiscos e bebidas porque essa resenha será enorme, além de ter muitas fotos! Os livros citados que tiverem resenha deixarei os links.


As páginas são amareladas, a fonte é okay, o livro é dividido em duas partes, têm cento e vinte e um capítulos com a narração intercalada entre Aelin, Rowan, Lorcan, Elide, Nesryn, Chaol, Yrene, Lysandra, Aedion, Dorian, Manon e Fenrys. Assim como todos os outros livros da série, esse último volume também traz um mapa. Comprei meu livro em pré-venda e por tanto ele veio com um pin, um adesivo do colar de Elena, e dois marcadores.

(capítulo)

(páginas)

(mapa)

(parte de trás)


Aelin está trancada em um caixão de ferro, levada por Maeve para longe, e assim deixando todos seus amigos e aliados para lidar com a guerra... Pelo menos até que consiga sair de sua prisão de tortura, o que cada vez mais parece impossível. Sem poder usar seus poderes com a máscara de ferro, Aelin está a mercê de Maeve, porém ela não pretende se entregar totalmente. Afinal, ela não se rende.
 Rowan está procurando por Aelin, ele não parará até que a morte o reivindique, e agora que sabe sobre sua verdadeira Parceira. Gavriel, Lorcan e Elide ajudam Rowan na procura de Aelin, e atravessam mares e terras para encontrá-la.
Enquanto isso, Aedion e Lyssandra voltam para Terrasen e lutam contra os exércitos numerosos de Erawan, um exército que parece infinito. A batalha é longa, e Terrasen está perdendo feio sem a Portadora Do Fogo para ajudá-los, mas Aedion e Lyssandra não desistiram, eles lutam até que suas forças estejam completamente zeradas. Por Terrasen.

Manon e Dorian estão, juntamente com as Treze, a procura das Crochan. E quando as encontram precisam convencê-las de ajudar na guerra. Manon precisa convencer seu próprio povo de que não apenas mudou, mas que está disposta a batalhar pelo seu lar nos Desertos, O Reino Das Bruxas, e levar consigo todo o seu povo. Mas não será fácil convencer as Crochan, pois Manon deixou marcas terríveis em seu próprio povo, e a cada dia que passa tentando convencê-la, Terrasen está caindo.
Dorian está atrás da terceira chave, mas para pegá-la em Morath (onde a chave se encontra) terá que aprender com a sua magia, algo que não será fácil, mas que ele irá lutar e continuar tentando para que possa acabar com essa guerra de uma vez.
Chaol, Yrene e todo o exército do Khaganato estão marchando para Anielle, pois os batedores Ruks encontraram um grande exército marchando para Anielle, terra natal de Chaol. Uma batalha de dias dura e brutal é travada, o exército de Erawan cada vez mais forte e mais numeroso está vencendo a guerra, mas ninguém irá desistir, todos irão lutar até cair... Ou até que a Portadora Do Fogo retorne, e se retornar, então precisará se sacrificar para forjar as chaves e destruir Erawan e seu exército.


Okay, só queria dizer que estou me debulhando em lágrimas de tristeza e felicidade. Essa é a primeira vez que favorito uma série inteira. Todos os livros cinco estrelas e um coração. Não fico encantada e obcecada por uma série desde Crepúsculo (2008).
Fiquei tão infinitamente feliz quando a editora anunciou que não iriam dividir o livro. Um calhamaço maravilhoso com mais de novecentas páginas... Simplesmente amo! E para melhorar o livro foi simplesmente incrível, de tirar o fôlego. A final, não basta ser um calhamaço (amo calhamaços) o livro precisa ser perfeito, porque ninguém merece ler um calhamaço desses e o livro ser uma bosta, né!


Nesse final épico temos muitos e muitos personagens narrando, muitos pontos de vistas em diferentes locais de Erilea e fora de Erilea. A autora nos traz um livro recheado de detalhes com cada batalha, cada fôlego e derrota ou um breve ganho dos personagens. Além de ter muita emoção com reencontros e descobertas novas tanto com relação à guerra quanto com relação a descobertas pessoas.



O livro é carregado de tensão pesada por causa das batalhas. É bem óbvio a dificuldade que eles passam, as muitas perdas, os feridos, as derrotas, etc. O que mais gostei nisso é um pouco da realidade que a autora traz. Normalmente em livro que contem batalhas assim os autores costumam fazer as coisas muito rápido, sabe, os dois últimos capítulos de batalha e ai o livro termina tudo. Reino De Cinzas não é assim. O livro do início ao fim é cheio de batalha e mostra a realidade de possíveis perdas, de quedas e a falta de recursos em determinado momento, e por conta disso o peso e o horror que é uma guerra. Porém uma coisa que eu achei que autora poderia ter sido muito mais realista com relação à guerra é a questão da morte. Sim, temos personagens conhecidos que morrem aqui, porém são muito poucos. Eu sou a favor de finais felizes assim como a autora uma vez já disse, porém como eu disse que gostei bastante do realismo da guerra que ela traz, achei que ela pecou ao poupar muitos personagens. E a forma como muitos personagens descreveram a dificuldade e a exaustão tremenda durante certos momentos de batalha que duravam dias sem pausa... Eu acreditei e achei que certos personagens tinham que ter morrido, porque as coisas não estavam fáceis, estavam em desvantagem e perdendo feio, então em realidade teria que ter acontecido mais mortes do que realmente aconteceu.


Aelin no início do livro está tentando lutar, tentando não ceder às torturas de Maeve. Mas as coisas estão difíceis, e o que ela passa acaba transformando ela. Só que estamos falando de Aelin né gente, obvio que mesmo sofrendo lá na frente descobrimos que ela sempre teve uma carta na manga só esperando pra usar... E ai deixar todos nós chocados kkkk.
Pelo fato de ter de dar sua vida para forjar o fecho, tudo o que ela vem fazendo é planejado passo a passo para lá na frente quando ela não estiver mais aqui, as coisas não fique tão pesadas e impossíveis para aqueles que terão que continuar lutando. Ela dá demais, mas seus amigos garantem que ela receba de volta o quanto pode. A personagem está mais forte do que nunca, está mais rainha nesse livro do que jamais foi em nenhum outro, mais batalhadora e também mais desesperada, afinal Terrasen está caindo e seu povo está morrendo.

Rowan é à sombra de Aelin desde que se apaixonou por ela. Dá pra ver o quanto ele se tornou diferente desde Herdeira Do Fogo, um longo caminho que inicio com ódio, rancor e amargura. Agora temos um guerreiro apaixonado, guiado pela força do amor que sente por Aelin, sempre com o objetivo de mantê-la viva e ajudá-la a chegar ao trono de direito. Tenho que confessar que por mais que eu goste do Rowan, acho ele um pouquinho meloso, mas sem perder a pose de grande guerreiro, e também devo dizer que não sou apaixonada por ele cem por cento. Mas é um personagem interessante e legal. Nesse último livro, logo no inicio, Rowan está mais desesperado para encontrar Aelin, e então mais pro meio do livro ele está preocupado em resolver a questão de que Aelin terá que morrer para forjar o fecho, e por isso está atrás de soluções para evitar que isso aconteça. É um personagem que está sempre lá ao lado de sua amada e dos amigos.


Aedion e Lyssandra estão se estranhando muito no inicio e até a metade do livro. Por causa dos acontecimentos finas de Império De Tempestade, Aedion está se sentindo traído e com muita raiva, ao mesmo tempo em que está triste e preocupado por sua prima e Rainha. Em muitos momentos ele é um grande babaca com Lyssandra nesse livro, outros ele é um grande general e é incrível vê sua força e amor por Terrasen e por tanto o quanto ele se dedica e luta com o exército. Acho que a batalha mais pesada e intensa e agonizante desse livro foi a de Terrasen. Foi à batalha mais cansativa, mais longo do livro. É realmente maravilhoso vê a dedicação de Aedion.

Lyssandra não é diferente. Terrasen nem é seu local de origem, mas ela já considera seu lar, mesmo a questão das possíveis terras que seriam sua ainda está em discussão. O fato de ela não parar um minuto, o fato de ela seguir lutando sem descanso, já mostra o quanto ela quer um lar em Terrasen, com ou sem terras para chamar de suas, contanto que esteja com seus amigos. Sua nova família. Lyssandra se mostrou tão completamente diferente da garota egoísta e patricinha, vaca, de A Lâmina Da Assassina. É chocante o tamanho da diferença entre a antiga Lyssandra para a poderosa metamorfa de agora. Lyssandra se provou uma personagem forte e destemida mais do que qualquer outra. Temos o encontro de Lyssandra com seu tio, e eu tenho que dizer que esperava bem mais desse encontro, foi muito rápido e breve, e depois nem se falou mais nisso. Mas okay. Foi um encontro que eu tava ansiosa pra ver desde Torre Do Alvorecer que é quando descobrimos a existência e a história desse parente.
Evangeline no final acabou se provando uma personagem não apenas fofa, mas muito esperta também, ainda mais pelo fato de ser uma criança. Adorei ela.


Chaol e Yrene estão com os soldados do Khaganato marchando para o norte, mas suas marchas são interrompidas quando batedores informam que um enorme exército de Erawan marcha para Anielle, a cidade natal de Chaol. Portanto a primeira parada do exército é em Anielle para defender aquelas terras. E mais uma batalha se desenrola, porém comparado a batalha de Terrasen, essa até que foi em menos descrita. Chaol surge nesse último livro como o homem que deixou o Continente Sul, uma pessoa mais esperta e madura de suas escolhas, além de um verdadeiro nobre e em paz. Sabemos o quão indeciso ele vinha sendo desde que descobriu a identidade de Celaena, desde esse momento ele foi um personagem muito pé no saco, indeciso e idiota também. Agora temos um personagem novo aqui. Pela primeira vez não fiquei de saco cheio ou entediada lendo os capítulos que ele narrava, como antes acontecia.

Yrene é mais uma personagem totalmente diferente da que vemos em A Lâmina Da Assassina. Antes uma ninguém com medo e que vivia abaixando a cabeça. Tinha um sonho, mas não se esforçava para alcançá-lo. Agora é uma personagem cheia de vida e tão inteligente e poderosa quanto jamais pensamos que seria quando a conhecemos em A Lâmina Da Assassina.

Nesryn está de volta lutando em uma guerra junto de seu noivo o herdeiro Sartaq do Continente Sul. Eu gostaria de ter visto mais do romance deles, porém não nesse livro e sim no Torre Do Alvorecer. Ou também um livro só deles... Não sei. Gosto da Nesryn e adorei a relação dela com Sartaq, então gostaria de saber mais sobre a vida deles de agora em diante.


Dorian e Manon estão juntos a caça das Crochan para tentar encontrar mais um possível clã aliado nessa batalha.
Manon está tão mudada nesse livro, principalmente próximo a metade do livro onde sua mudança é tão fortemente notável que você passa a repensar na antiga Manon de Rainha Das Sombras e percebe o quão longe ela chegou como pessoa. Manon se descobre cada vez mais nesse último livro, tentando entender sentimentos que ela jamais sentiu e nem sabe seus significados. Tem um momento especial nesse livro, no ápice da batalha, com Abraxos que me emocionou. Foi a primeira vez que Manon abril seu coração sem hesitar. Mais e mais desde a Rainha Das Sombras Manon vem conquistando meu coração, agora ela domou ele todo. Eu gostaria muito de saber o que vai acontecer com ela, seu final foi tenso e de partir o coração, mas aceitável, porém a curiosidade para saber o depois é muito forte, e gostaria muito que a autora fizesse algum livro para ela, sobre os Desertos.

Dorian me surpreendeu tanto nesse livro. Quão grande ele cresceu, o quanto ele mudou e amadureceu e se tornou um Rei de verdade, não apenas em nome. Antes tínhamos um garoto mimado e totalmente relaxado com os assuntos do reino, agora ele está muito diferente. Cada dia mais parecia que ele superava Aelin, a única coisa que me chateou, me irritou, foi o fato de ele ter ficado um pouco sombrio. Felizmente isso é passageiro.
Sua força, tanto física quanto mentalmente (a forma como ele planejava e pensava) cresceu e amadureceu.


Elide e Lorcan eram um dos personagens que eu mais estava curiosa para saber o que iria acontecer com eles. Depois de Império De Tempestades, Elide se afasta de Lorcan. E Lorcan está tentando de tudo para conseguir seu perdão, mas não será fácil, pois Elide se sente traída. As coisas entre eles infelizmente estão quebradas e muito delicadas, isso fica até um pouco mais da metade do livro. No inicio temos muitos pontos de vista de Elide, mas conformes outros personagens vão aparecendo e se unindo, Elide vai tendo cada vez menos pontos de vista. Houve certos momentos que queria muito que ou ela ou Lorcan narrasse para saber como os dois estavam, porque gosto muito do romance deles. Lorcan não ganhou meu coração cem por cento, porém todos merecem uma segunda chance, e é bem óbvio o quanto Lorcan quer isso, quer uma família, amigos, e Elide na sua vida. E ele está lutando por isso. Seja como for, eu gostei do final deles.


Gavriel e Fenrys são dois personagens que adoro muito, principalmente Fenrys. Eles têm suas primeiras aparições nessa série no quinto volume, e de cara me apaixonei por Fenrys. Um personagem divertido e fiel e muito legal. Gavriel é um pouco mais sério, porém é um personagem muito bondoso, maduro e sério, mas de um jeito bom, ele basicamente é a voz da razão no grupo. Infelizmente não temos grandes chances de conhecer esses personagens mais a fundo, então não se sabe por inteiro sobre eles, suas vidas e detalhes. Mas o pouco que conhecemos já nos faz gostar muito deles, só gostaria de tê-los conhecido bem mais profundamente. Fenrys foi o personagem que mais teve pouquíssimos pontos de vista e quando narrou foi algo de uma a duas páginas, ou apenas um parágrafo.

Temos muitos personagens que regressaram desde o inicio da série (contando com A Lâmina Da Assassina) nesse último livro. O que senti no final quando todos se juntam foi o que senti quando em Vingadores Ultimato na grande batalha todos estão juntos. Todos. Isso também acontece aqui. Iniciamos o livro com muita gente em cada parte do continente lutando diferentes batalhas, e depois no fim todos se junto para a batalha final. É lindo, foi incrível.
E temos personagens do primeiro livro, Trono De Vidro, como o Nox Owen. Para quem não lembra, ele foi um dos candidatos que disputava a vaga para Assassino Do Rei junto com Celaena, e no fim ela o avisou para fugir e foi o que ele fez. Infelizmente achei bem triste que ele desaparece do nada nesse livro e no fim não sabemos se ele ta bem ou não. A participação dele foi bem breve. Triste, pois eu gostava muito desse personagem e sempre fiquei me perguntando se ele apareceria de novo.
Temos Ansel Dos Penhascos, que já tinha aparecido no quinto livro; temos Rolf chegando nesse último volume de uma forma que me fez soltar todo o ar que eu estava prendendo naquele momento (quem leu essa parte vai entender);  Ilias Dos Assassinos Silenciosos, infelizmente ele aparece muito pouco, tão pouco que as vezes nem lembrava que ele estava ali lutando na guerra.


Uma coisa que gostei bastante nesse livro, na série em geral, é o fato de a glória ter sido dividida. Normalmente quando lemos um livro que traz uma guerra, uma batalha, etc. sempre temos a glória direcionada para a pessoa mais poderosa, uma pessoa específica. Ela ou ele salvaram o mundo, salvaram os povos, tinham grandes poderes e por tanto são os únicos que podem salvar a todos. Uma profecia diz que tal pessoa é a única que pode salvar o universo, e blá blá blá. Nesse livro (na série em geral) não temos isso. Temos uma profecia sobre Aelin onde ela é a única, e... Vamos dizer para caso de emergência: o Dorian era a segunda opção. Em fim, nessa série todo foco era em cima de Aelin: ela tinha o poder grandioso, temível, que podia derrotar Valgs e Erawan, ela era a única capaz de forjar o fecho, a única capaz de derrotar Maeve... No fim descobrimos que basicamente nada disso foi verdade. Muita coisa foi em conjunto, uma conquista em equipe, ou seja, não apenas um venceu, mas juntos eles alcançaram tal objetivo. Outros mataram no lugar que supostamente deveria ser de Aelin. Outros tiveram poderes bem maiores que Aelin. Resumindo, o foco e a glória não foi todo para Aelin. A autora usou e abusou da utilidade de outros personagens, cada um teve um papel grandíssimo nessa guerra, cada um conquistou e derrotou algo ou um alguém nessa guerra, e se não fosse por cada um deles muitas coisas não teria dado certo, pois chegou a um determinado momento do livro que eles não podiam contar com a ajuda da Portadora Do Fogo. Então todos lutaram e cada um venceu algo, não apenas Aelin.


O livro é recheado de ação até o fim, é um livro calhamaço, porém que dá pra lê em uma semana, pois tudo te prende tanto e é tudo tão fluido que você não consegue largar o livro.
Já estou ansiosa para a nova série da autora que eu soube que a editora Galera já comprou os direitos. Mas por agora vou direcionar minha ansiedade e emoções ao meu outro queridinho que ainda está em andamento (a autora anunciou mais livros para essa trilogia), e também é aquele que me fez querer ler Trono De Vidro, que é: Corte De Espinhos E Rosas. Conheci a série de Trono De Vidro depois de terminar de ler Corte De Névoa E Fúria, pois eu procurei saber mais da autora e vi que ela era autora de Trono De Vidro que foi uma série que sempre ouvi falar, mas nunca tive interesse em ler, só que eu não sabia que Sarah era a autora de Trono De Vidro, eu não tinha reconhecido o nome quando li Corte De Espinhos E Rosas. E por ter amado tanto o primeiro e o segundo volume de Corte, acabei ansiosa por comprar e ler Trono de Vidro.


Então é isso gente... O fim de mais uma era! Nossa... Eu to muito triste, mas muito feliz de ter concluído essa série de longos anos. Sarah J. Maas mais uma vez me surpreende em suas páginas, mais uma vez me tira o fôlego e me faz amar não apenas suas histórias, mas a ela também. Com certeza ela se tornou uma de minhas autoras favoritas da vida! Mal posso esperar para reler toda a série de Trono De Vidro.



Leituras Do Mês De Abril


Esse mês era pra ter sido muito para compensar o tão pouco que li em Março. Porém, foi o mês do meu aniversário e recebi parentes do Rio De Janeiro, e o mês ficou totalmente apertado: trabalho, + estudos, + parentes... Quase não toquei em livro nenhum.

O resultado foi o mesmo de Março. Eu poderia até dizer que to de ressaca e por causa disso tenho lido tão pouco, não vou mentir, eu tenho andado com muita preguiça... Mas ressaca literária não é o que eu sinto. Acho que por estar fazendo tanta coisa e tendo tão pouco tempo (meu blog e o insta não são atualizados já há um tempo!) venho estado bem cansada, e por conta disso não tenho forças pra ler muito, às vezes tem dias que não consigo tocar no livro, às vezes é uma semana inteira sem ler, e por isso minhas leituras ficam atrasadas.
Os livros citados que tiverem resenha disponível, deixarei os links.


O Conto Da Aia
Comecei bem empolgada essa leitura, pois estava mega ansiosa para ver a série, porém não queria começar a série de TV sem ter lido o livro. Depois de muito tempo vivendo colocando e tirando esse livro do meu carrinho de compra, finalmente consegui comprá-lo em uma promoção na Amazon.
Comecei a ler logo assim que ele chegou, porém bem antes da metade do livro eu já tava bem cansada desse livro. Achei ele mega fraco, super monótono e sem ação nenhuma. Já vi as duas temporadas de O Conto Da Aia, e a primeira temporada é bem fiel ao livro, porém também têm bastante diferenças, e a que mais gostei é que a série tem ação, tem movimentos!
O livro é mega parado com uma protagonista muito fraca e medrosa, já a série não. Prefiro mil vezes a série de TV. Eu decidi que não vou fazer resenha do livro. Então vou falar um pouco dele aqui.
Na série de TV o nome de Offred (a protagonista) é revelado (June), no livro isso não acontece. Na série é mostrado o que aconteceu com Luke (o marido de Offred), no livro isso também não acontece; não se sabe se ele está vivo ou não. A relação de Nick e June (Offred) é bem mais intensa mais forte e mais detalhada na série de TV do que no livro, pois no livro a relação deles é muito seca, basicamente não é uma relação. Offred é mais valente e guerreira na série, é mais rebelde e ousada, já no livro ela é muito reprimida e medrosa. A Moura (melhor amiga de June) da série é bem semelhante com a do livro, a diferença é que ela aparece bem mais na série do que apareceu no livro, e também o destino de Moura na série é diferente na do livro. O Comandante do livro é mais bonzinho e velho assim como sua esposa Serena Joy (no livro ela e uma megera), já na série ambos são jovens e maus, apesar de Serena sempre parecer, em certos momentos, pender pro bem na série. Fora essas diferenças e muitos momentos de ação na série, o resto até que é fiel ao livro.


Esse livro esta na minha meta de leitura do ano para finalizar uma trilogia. Uma trilogia que amo muito! Infelizmente esse livro ficou parado sem ser lido por tempo demais em minhas mãos, passei semanas com ele sem poder ler... No fim levei abril inteiro para finalizar esse livro, houve um momento que já não aguentava mais porque já estava com esse livro tempo demais. E é como sempre digo, se eu ficar tempo demais em um livro ele passa a ser chato, irritante, não importa se for uma história incrível ou não, se eu ficar tempo demais presa em um livro ele perde sua magia pra mim, pois passa a ser irritante.
A história é legal, com umas reviravoltas muito incríveis. Adorei a revelação de Balthazaar, a revelação da Abadessa de Mortain, e saber sobre o passado de Annith, apesar de ela não ter sido a minha personagem favorita. Meu coração segue com Ismae (Perdão Mortal) e meu livro favorito também.
A leitura foi lenta, porém a história foi legal, só esperava bem mais, em certos momentos foi até um pouco parado. A trilogia inteira foca muito na política, isso para mim não é problema desde que não seja algo monótono demais, maçante demais. Amor Letal focou demais na política, do tipo que ficamos grande parte do livro sentado em reuniões, ou pensando apenas na política e manobras de batalhas, e quando a batalha realmente vem é algo passageiro, em cinco páginas as coisas acabam.


Bom... Esse foi meu abril. Minhas leituras de Abril.
Agora estou lendo Reino De Cinzas e estou devorando o livro. O que é bom porque o livro é um calhamaço de novecentas e poucas páginas, então não seria legal se eu ficasse presa por muito tempo no livro, não é mesmo?! Acredito que em uma semana terminar e ai irei tentar dar o máximo de mim para poder ler mais livros agora em Maio, porque se não eu não consigo atingir minha meta de leitura no final do ano :( 

Resenha - Percy Jackson E A Batalha Do Labirinto


Livro: A Batalha Do Labirinto #4
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca (2014)
Páginas: 367
ISBN: 978-85-8057-542-2
Pontuação: ★★★★




Estou tentando terminar essa série esse ano, e acho que ainda nesse inicio de ano termino Percy Jackson. É uma série bem interessante, porém pra mim muito infanto-juvenil demais.


As páginas são amareladas, a fonte é grande, têm vinte capítulos.

(capítulo)

(páginas)


Percy está prestes a conhecer mais uma nova escola, as férias já estão ai e as coisas já começaram mal. Mais uma vez ele é atacado em sua nova escola, a diferença é que ele acaba reencontrado uma conhecida humana que consegue ver através da Névoa. Rachel Elizabeth Dare. Uma jovem animada e calorosa e cheia de energia curiosa para saber o que são essas coisas estranhas que ela pode vê.
Com o ataque na escola, Percy descobre que o Acampamento Meio-Sangue pode estar prestes a ser atacado por Luke e seus seguidores. Junto com Annabeth, Percy vai para o Acampamento avisar sobre o possível ataque, e lá embarcam em uma missão extremamente perigosa. Com Annabeth finalmente liderando sua própria missão, e Percy, Tyson e Grover terão de entrar no Labirinto. O famoso e temido Labirinto de Dédalo. Um lugar perigoso e sem fim, cheio de segredos e pegadinhas, um lugar que você pode jamais sair, jamais encontrar a saída e acabar ficar louco além de acabar encontrando criaturas indesejadas e mortais. Eles precisaram encontrar a Oficina de Dédalo e o próprio Dédalo para convencê-lo a ajudar na Guerra contra Cronos que está prestes a estourar, mas Luke teve a mesma ideia e pode chegar até Dédalo antes de Percy e seus amigos para convencer Dédalo de lutar ao lado de Cronos.


O livro foi bem interessante, achei que seria o primeiro da série que eu iria favoritar, porque gosto muito da história do Labirinto de Dédalo, mas acabou que foi um livro tão normal e comum como os anteriores do Percy Jackson. Pra mim a história é um pouco infantil, porém é algo legal, só não incrível para mim.


Percy está crescendo e com isso vem os sentimentos confusos e desconhecidos de um garoto adolescente começando a se apaixonar. O personagem segue sendo meio bobo em relação a certas coisas, como quando ele é cego para algo que está na cara e chega a ser até ridículo o quão cego ele é com relação a outras coisas que não envolvem batalhas e enigmas. Pra mim ele parece um personagem neutro, porém em ativa.


Annabeth tem mais presença nesse livro, ainda mais porque ela consegue pela primeira vez a tão sonhada missão comandada por ela. Nesse livro ela parece carregar um peso enorme nos ombros, mas não temos informações completas (ainda) do que é. Tudo indica que ela está dividida e confusa.

Grover e Tyson como sempre estão mais engraçados do que nunca, apesar de ter achado Grover mais sério e centrado na sua própria missão nesse livro. Grover parece estar deixando a criancinha e se tornando um personagem bem maior, mais maduro e menos bobo, apesar de que a bobice dele nunca foi algo ruim, ele sempre foi muito divertido.


Uma coisa que gostei muito foi o mistério envolvendo Dédalo. Percy tem umas visões/sonhos sobre o antigo Dédalo e é algo bem curioso que me deixava intrigada com relação a esse inventor. No fim foi uma descoberta bem interessante.


O Labirinto foi pouco explorado a meu ver. Por ser um lugar enorme, infinito e cheio de tramas e criaturas, pensei que o autor iria trabalhar com muito mais do que ele trabalhou. A passagem pelo Labirinto para mim foi muito rápida, gostaria que esse tivesse sido um livro calhamaço com muitas e muitas aventuras e lutas dentro do Labirinto. O autor poderia ter trazido mais monstros que existem dentro do Labirinto, mas infelizmente o que ele nos dá (para mim) foi pouco.

O livro foi bem rápido de ler, como sempre até agora foram os livros do Percy. Uma leitura fluida, capítulos super rápidos, fonte grande... Tudo que tronou essa leitura mega rápida. Eu pretendo terminar essa série esse ano, talvez ainda no primeiro semestre, e não sei se pretendo seguir com a nova série que eu já sei que não se baseia somente no Percy, mas também em muitos outros semideuses. Talvez possa ser legal, mas como Percy Jackson (a série não só o personagem) não me conquistou até agora, sigo em duvida se continua com a outra série ou não. 


Resenha - Amor Letal



Livro: Amor Letal #3
Autora: Robin LaFevers
Editora: Plataforma 21 (2016)
Páginas: 440
ISBN: 978-85-507-0024-3
Pontuação: ★★★



Mais um livro para riscar da lista de metas para esse ano, e também mais uma trilogia finalizada também pra riscar da lista. Infelizmente demorei mais que o normal para terminar esse livro, fquei abril inteiro lendo ele por falta de tempo.


As páginas são amareladas, a fonte é pequena, têm cinquenta e oito capítulos super curtinhos. E tem um mapa da Bretanha.

(capítulo)

(páginas)

(mapa)

Annith é a mais esperta, a mais dedicada, a mais obediente e a que sabe mais, que consegue tudo. E por isso ela é considerada a melhor no Convento de Saint Mortain. Uma serva da morte tão letal quanto qualquer uma se não mais. Mas enquanto todas as suas irmãs estão saindo em missões, Annith que está no convento desde bebe ainda não foi designada para nenhuma missão, mesmo todas as instrutoras e a Madre Superiora sabendo que Annith é a melhor entre todas as outras Servas Da Morte. Ainda assim ela permanece presa no Convento apenas esperando o dia que será designada para algo.
Mas Annith já está impaciente, e anda suspeitando da Madre Superiora, pois a mesma quer torná-la a Vidente de Mortain, sendo que Annith não tem nenhum dom para vidente e nem mesmo revelou algum durante toda sua vida. Sendo assim ela começa a suspeitar que talvez a Madre Superiora não queira mandá-la realmente a uma missão.

Annith foge do convento deixando para trás toda confiança e o único lar que já teve. Sua intenção é encontra suas amigas, suas irmãs: Ismae e Sybella que foram mandadas para uma missão a meses. Em meio a sua jornada, Annith encontra com os Hellequins, servidores de Mortain que andam por ai em busca de redenção após suas mortes, e também são considerados perigosos.
 Quando Annith encontra Ismae, a mesma revela a Annith as suspeitas contra a Abadessa e os crimes que ela pode estar cometendo. Agora Annith terá de descobrir se suas próprias suspeitas contra a Abadessa são reais e, além disso, terá de ajudar a Duquesa da Bretanha a vencer uma batalha contra o Rei Frances.


Um livro que tinha tudo para ser tão bom quanto os outros dois foram (Perdão Mortal e Divina Vingança), mas acabou sendo um pouco chatinho. Assim como nos outros dois livro, Amor Letal foca muito na política, e isso não é ruim, só que nesse terceiro volume focou na policia demais! Na maior parte do livro estamos sentados em reuniões de batalha, ou acompanhando a personagem apenas pensando na política. Não temo muita ação como temos no primeiro e segundo livro. E isso acabou tornando esse terceiro livro bem maçante, bem monótono. E quando chegava um momento de ação, apenas cinco páginas e tudo terminava... Bem vago.

Porém as revelações desse livro são chocantes! São as melhores partes. Eu tava bem ansiosa pela história de Annith, pois ela foi a personagem mais citada tanto no primeiro livro quanto no segundo, porém nunca fazia uma aparição (com exceção do inicio do primeiro livro). Então essa personagem era meio que um mistério. Acabou que não gostei dela tanto assim quanto gostei de Ismae e Sybella.



Annith é uma personagem bem guerreira, do tipo que entra em qualquer briga e sai vencedora. Ela conhece tudo sobre tudo, sabe varias manobras; têm um vasto conhecimento, é ótima em tudo sobre movimentos de luta, além de ser muito esperta, etc. Porém eu achei essa personagem um pouco crua, sem muito a oferecer apesar de tudo o que ela sabe. Penso dessa forma, pois tudo o que ela sabe, faz, entende e conhece, etc, é tudo falado, mas pouco mostrado de fato tudo isso que ela é. Acredito que isso se deve ao fato de que o livro não tem muita ação, então são poucos e breves momentos em que podemos ver as tão perfeitas e incríveis habilidades de Annith.


Balthazaar é um dos Hellequins que Annith encontra no meio de sua jornada para encontrar Ismae. É um personagem bem bipolar, e meio distante. Daqueles que usa a mascara de cara de bravo u cara de sério o tempo todo. Ele traz um segredo muito chocante que descobrimos quase perto do final do livro. É um personagem interessante, com muitos mistérios, mas é uma pena que ele aparece tão pouco.


Ismae e Sybella também aparecem bem pouco no livro, porém Ismae aparece um pouco mais que Sybella. Gostei de saber como anda a relação delas com seus pares românticos e também a amizade das três juntas. Durante o primeiro e segundo livro, Ismae e Sybella sempre citavam a grande amizade que as três tinham e como elas eram unidas e sempre se ajudavam, com Annith entrando em cena nesse terceiro livro foi possível ver essa famosa amizade que elas tanto falavam.


Acho que o que salvou o livro de ser uma completa chatice foi o mistério envolvendo a Madre Superiora, o fato de ela esconder muitos segredos, o fato de ela não querer que Annith saísse do convento e sendo assim jogando a desculpa de torná-la Vidente para que ela jamais saísse de lá. Além de algumas outras tramoias.


Esperava mais desse livro, porém também não foi algo tão ruim. Ismae segue sendo minha personagem preferida e o livro dela também. 
Ao que parece, não tenho certeza, terá um quarto livro, só que a personagem que vai narrar eu não conheço. A autora revelou a capa e o titulo recentemente, porém não cheguei a encontrar nenhuma conexão com a trilogia das Freiras Assassinas. Talvez esse quarto livro se passe na mesmo época voltado para outro Santo ao invés de Mortain, ou se passe alguns anos antes ou alguns anos depois.


Leituras Do Mês De Março


Primeiramente desculpas pelo desaparecimento, e segundo estou mega atrasada com diversos posts, incluindo as leituras de cada mês. Mas... Antes tarde do que nunca.
Tenho andado com muito pouco tempo, e por isso ando sumida das redes sociais.



O mês de março até agora foi o pior mês de leituras. Li apenas dois livros. Meu tempo foi tão apertado que mal conseguia encostar em um livro, sem falar que comecei a sentir o inicio de uma ressaca chegando. Felizmente a ressaca foi passageira, pois Torre Do Alvorecer me tirou dela.


O livro que me prendeu e me tomou bastante tempo, fiquei com ele praticamente o mês inteiro. O livro é legal, mas não foi alo extraordinário ou uma leitura prazerosa. Além da falta de tempo de poder ler o livro, ele acabou me causando a ressaca literária.
Demorei bastante para engatar nesse livro. A leitura ficou mais rápida e fluida a partir da página cento e pouquinho.
O livro foi interessante, mas eu esperava bem mais.


O livro que me tirou da ressaca. Levei apenas três dias para ler essa maravilha. Gente... Que livro! Que hino!
Devorei as páginas de uma maneira que não fazia já algum tempo.
Tenho que confessar que fiquei um pouco hesitante para ler esse livro quando o peguei, pois Chaol não é um dos meus personagens favoritos e não estava me sentindo animada por ter um livro inteiro só dele (mesmo sabendo que teria outros personagens narrando). Mas no fim ficou tudo bem graças a Yrene. A partir da página oitenta que o livro fluiu pra mim.
Meu tempo continuou mega apertado, mas a leitura estava tão incrivelmente boa que simplesmente passei a dormir muito tarde só pra ter esses momentos da madrugada para ler o livro.


Comecei em março O Conto Da Aia, e quase acabei ele no último dia de Março, mas acabou que as coisas ficaram agitadas por aqui e tive que deixar o livro de lado por alguns dias, sendo assim ele acabou se tornando uma leitura de Abril.

Ultimamente tem me dado uma enorme preguiça em escrever resenhas, e no momento tenho três livros para resenhar para vocês (contando com Torre Do Alvorecer), então já vou avisando que não sei quando vou liberar uma resenha, pois essa preguiça grudou!

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